Simplesmente Ci....


31/03/2006


Acordar e ter de trabalhar.
Ver a caixa do correio cheia e... ter um monte de recados na secretária...
Mas no meio deles, um que diz: "Tô morrendo de saudades de você!"
Ver que, no almoço, a cozinheira fez uma salada de beterraba...
Mas o prato principal está apetitoso e é o seu preferido!
Estar num trânsito terrível, mas ao ligar o rádio, ouvir a sua música predileta tocando, lembrando de alguém especial!
Brigar com o cachorro porque ele comeu seu sapato... Mas ser recebido por ele com "festa" todos os dias quando chega em
casa!
Ser feliz é chegar em casa exausto...
Mas ainda assim ser arrastado pra balada por uma porção de amigos!

Enfim, ser feliz é ter um monte de problemas, mas ser capaz de sorrir com as pequenas coisas do dia-a- dia !!!
Ser feliz é.... Reconhecer que temos pessoas especiais ao nosso lado... mesmo estando a quilômetros de distância.

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

 

Fernando Pessoa

Escrito por Ci às 14h33
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30/03/2006


Os segredos da vida - Luis Fernando Veríssimo

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado. Às vezes nos falta esperança.
Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar... é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza do por do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, é a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram... descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez e agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim, ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes:
a) A relação com a família;
b) As condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter);
c) Os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento;
d) Seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra... esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Aproveite sua família que é uma grande felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...

Escrito por Ci às 13h15
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29/03/2006


O casamento no futuro - Martha Medeiros

SEMANA PASSADA UMA REVISTA publicou matéria de capa sobre casamentos abalados pela chamada “traição virtual”. É assunto quentíssimo. Segue intensa a troca de mensagens maliciosas, através da internet, entre pessoas que não se conhecem — mas podem vir a se conhecer. É o jogo da sedução sendo exercitado a qualquer hora, dentro de casa, com estranhos. Ulalá.

Nem é preciso procurar: cedo ou tarde uma oportunidade se apresenta e poucos rejeitam a chance de testar se ainda conseguem provocar um encantamento em alguém, mesmo que não estejam dispostos a levar o romance adiante. O nome disso é flerte, azaração. Todo mundo sente esta necessidade em algum momento. Você que agora está pensando “eu não”, sente também — ou vai sentir um dia. O que diferencia uns dos outros é que alguns reprimem este desejo para não correr nenhum risco, para não afrontar Deus ou por medo de si próprios.

A internet facilitou o encontro e a onda da “traição virtual” se propagou. Mas não há nada de novo, a não ser o método. Homens e mulheres sempre conviveram com essa espada sobre a cabeça, e conviverão até o fim dos dias, a não ser que reduzam o espaço para a fantasia em suas vidas.

Torna-se cada vez mais urgente refletir sobre esta instituição tão idealizada: o casamento. Antigamente, o pai trabalhava para pagar as contas, a mãe ficava em casa cuidando dos filhos e todos viviam felizes para sempre — ou acomodados para sempre. Depois mudou: a mulher saiu da esfera privada para a pública e o casal passou a ter os mesmos direitos e a mesma independência. Um avanço.

Estava tudo bem até que a internet colocou o planeta inteiro no nosso colo. Hoje você faz supermercado, reservas de hotel, transferências de dinheiro, participa de reuniões, declara seu imposto de renda, distribui fotos para a família, tudo sem botar o nariz pra fora de casa. Natural que o adultério se valesse desta facilidade também.

Não há quem, sendo um sedentário emocional, não sonhe em recuperar o desejo e exercitar a sedução. A sensação de estar “condenado” a uma prisão perpétua — ainda que uma confortável prisão domiciliar — estimula planos de fuga. É natural. Mais natural do que a fidelidade, se formos 100% honestos.

Saída? Algumas pessoas casam duas ou três vezes na vida, às vezes quatro. Isso ainda é visto como uma exceção. A tendência, a meu ver, é que vire regra. No futuro, as pessoas reavaliarão seu enfoque romântico: o “pra sempre” perderá a importância. Mais valerá uma relação curta e intensa, sem válvulas de escape, do que uma eterna, porém propensa a frustrações. As crianças serão educadas para amores provisórios, e não definitivos. Os filhos saberão desde cedo que o pai e a mãe provavelmente constituirão mais de uma família, com possibilidade de novos irmãos. Como já vem ocorrendo, nenhuma novidade até aqui. O problema é que esta fórmula ainda gera muito sofrimento, porque continuamos sendo educados para o “pra sempre” e cultivando uma culpa infinita, todos: tanto aqueles que se resignam como aqueles que se rebelam.

Se quisermos ter relações mais honestas e apaixonantes, sem a busca de subterfúgios, teremos que aceitar a diminuição do tempo de convívio sem considerar que isso seja um fracasso. Só uma mudança de mentalidade poderá gerar uma sociedade menos adúltera. E ainda assim, não boto minha mão no fogo.

Escrito por Ci às 12h07
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28/03/2006


"A Vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida, mas elaborada.
Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada.
Não é preciso realizar nada de espetacular.
Mas que o mínimo seja o máximo que a gente conseguiu fazer consigo mesmo."
                                                                                            Lya Luft

Escrito por Ci às 11h35
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27/03/2006


O tempo certo - Paulo Coelho

De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo!

Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.

Mas alguém poderia dizer:

- Mas qual é esse tempo certo? 

Bom, basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.

Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!

Basta você acreditar que nada acontece por acaso! E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas...

Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda.

Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

Escrito por Ci às 11h03
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