Simplesmente Ci....


17/03/2006


Impossível sonhar todas as noites. A noite inteira.

E é preciso sonhar todos os dias. O dia inteiro. 

Fácil ser o que não é uma tarde. A tarde inteira.

E é preciso ser você mesmo todo dia. O dia inteiro. 

Todas as noites se parecem. Todos os dias se encontram

Todas as tardes passam. Todo amanhecer é novo. 

Todo mundo é alguém. Todo alguém é importante.

É importante ser alguém. Alguém importante para o mundo. Todo dia. O dia inteiro.

 

Escrito por Ci às 11h05
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16/03/2006


Boa noite, a senhorita quer o quê? Se apaixonar? Eis o cardápio. Rapazes de boa família, rapazes de família desconhecida, mas com dinheiro, rapazes com carro, rapazes da mesma idade ou ligeiramente mais velhos, rapazes solteiros ou descasados, rapazes da mesma raça, rapazes com sobrenome. Não, poetas sem endereço fixo não servimos. Não, homens bem mais jovens o chef não recomenda. Não, homens de circo, homens que viajam de carona e homens casados não fazem bem para o estômago. Mulheres?? A senhorita vai ter que procurar no mercado negro.

Boa noite, vão querer o quê? Um futuro? Eis o cardápio. Temos carreiras acadêmicas, executivas e esportivas, tudo regado ao sucesso. Viagens para Fernando de Noronha, Costa do Sauípe e roteiros internacionais. Casamento. Filhos. Previdência privada. Não, carreira como pescador não é valorizado neste recinto. Não, desaparecer no mundo não pode, tem que ir e voltar. Não, ficar solteiro pra sempre pega mal, os críticos estão de olho. Não ter filhos? É um pedido estranho, vou ter que consultar lá dentro.

Boa noite, em que posso serví-los? Estilo de vida? Eis o cardápio. Fashion, intelectual, blasé, moderno, careta, urbano, provinciano, romântico, garanhão, artístico, religioso... temos para todos os gostos, qual o senhor escolhe? Como assim, todos? Não, não, desculpe, o sistema da casa não é rodízio, tem que optar por um só.

A vida e seu menu. Ou a gente escolhe o que está em oferta ou então tem que pagar mais caro.

Martha Medeiros

Escrito por Ci às 11h44
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15/03/2006


SE ALGUÉM TE PROCURAR...
Com frio... É porque você tem o cobertor.
Com alegria... É porque você tem o sorriso.
Com lágrimas... É porque você tem o lenço.
Com versos... É porque você tem a música.
Com dor... É porque você tem o curativo.
Com palavras... É porque você tem a audição.
Com fome... É porque você tem o alimento.
Com beijos... É porque você tem o mel.
Com dúvidas... É porque você tem o caminho.
Com orquestras... É porque você tem a festa.
Com desânimo... É porque você tem o estímulo.
Com fantasias... É porque você tem a realidade.
Com desespero... É porque você tem a Serenidade.
Com entusiasmo... É porque você tem o brilho.
Com segredos... É porque você tem a cumplicidade.
Com tumulto... É porque você tem a calma.
Com confiança... É porque você tem a força.
Com medo... É porque você tem o AMOR
!


 

Escrito por Ci às 11h27
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14/03/2006


Quem é que nunca sentiu dor?

Pelo menos algum tipo de sofrimento todos nós já experimentamos.

Mas, como tem sido o nosso comportamento diante da dor ?

 

Procuremos espalhar flores pelos caminhos que percorremos hoje.

Enquanto nos curvamos para juntar as pedras que espalhamos ontem,

deixemos no solo as sementes das boas obras, que florescerão e frutificarão logo mais.

 

Assim, num amanhã feliz, sentiremos um suave perfume a nos invadir a alma.

E veremos a estrada iluminada pelos nossos atos dignos.

 

E a dor?

A dor fará parte de um passado ....

 

Escrito por Ci às 13h35
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13/03/2006


Voz do Silêncio - Martha Medeiros

Pior do que a voz que cala é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima
de tensão.
Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"
É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara
que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.

Escrito por Ci às 11h06
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12/03/2006


Metade - Oswaldo Montenegro

E que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos nem a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada mesmo que distante. Porque metade de mim é a partida e a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor, apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo. Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo, se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Porque metade de mim é a platéia, e a outra metade é canção. E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor, e a outra metade...também.

Escrito por Ci às 13h12
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos