Simplesmente Ci....


10/02/2006


Com o Tempo - Mario Quintana

Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando - a vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar.
Mas uma coisa parece estar sempre presente. A busca pela felicidade com o amor da sua vida.
Desde pequenos ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?
E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele (a)"?
Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua de mel e, de repente PLAFT! Como num passe de mágica  ele desaparecia, fazendo criar  mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro, é muito natural, mas que  já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar  aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está  de short camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas com a diversidade que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se  divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som. Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você gosta  (ou acha que gosta), e que não quer nada com você, definitivamente não é  o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas e sim  cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando,  mas quem estava procurando por você!!!!

 

Escrito por Ci às 12h44
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09/02/2006


Vocês já perceberam que de tempos em tempos, a vida nos põe a prova? Estamos caminhando tranquilamente e, de repente, nos vemos diante de escolhas difíceis, que podem mudar para sempre o curso de nossas vidas. E quando isso acontece, temos dois caminhos: o de ignorar, cruzar os braços e não fazer nada, no qual o resultado é desastroso e ficamos exatamente onde estamos. Ou escolhemos outro caminho que implica em escolhas, atitudes, no qual arriscamos, pois com certeza do jeito que está não fica mais, ou vai tudo por água abaixo, ou tudo se ilumina de forma surpreendente e parece tudo tão simples, não? Mas como podemos saber qual escolha é certa? Fica tudo tão confuso e dói muito quando temos que tirar algo de nossas vidas que achávamos essencial, que era tão certo durante “aquele” tempo, mas que agora não se encaixa. Fazia parte de mim, mas esse “mim” não é mais o mesmo...

Talvez algumas pessoas não entendam bulhufas do que estou falando, mas quem já viveu algo parecido, sabe do que estou falando. E todos nós passamos por isso, mais cedo ou mais tarde. Mas como a vida é sábia, ela nos deu o dom divino que se chama INTUIÇÃO e dentro de nós essa intuição vive gritando, nos avisando, mas na maioria das vezes passamos despercebidos por ela, pois ouvi-la nem sempre é fácil, dói, e nós seres humanos, temos aversão a sofrimento, fugimos sempre que podemos, pois é mais fácil. Mas viver é assim, a dor às vezes é tão necessária quanto a alegria, pois com a dor aprendemos, apesar de que algumas pessoas parecem ser masoquistas, parecem não aprender nem com alto choque, por quê? Será baixa-estima, insegurança, medo?

Não sei. Só sei que depois da tempestade vem o sol, e como eu AMO o sol que ilumina, esquenta, clareia... Quero sol, sol por toda vida. Não só para mim, para quem quiser...

 

Escrito por Ci às 11h56
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08/02/2006


Junior, Rogerio Flausino, Ivete e Sideral - Bloco Coruja - Salvador - 08/02/05

Exatamente 1 ano atrás. Passo o Carnaval na Bahia há 4 anos, e de todos os dias, esse dia em especial se tornou inesquecível.

Inesquecível...pode-se dizer assim do último dia do Carnaval de Salvador... Do bloco "Coruja", dos foliões que estavam lá, da chuva, da música...
A chuva que começou a cair logo de manhã ameaçava terminar o carnaval mais cedo, mas não para aqueles que compareceram as ruas da cidade e que estavam prontos para curtir até o último momento de alegria, até a última gota de animação que ainda restava da grande festa. Ivete proporcionou momentos diversos, que deixaram seu público
em extâse.
Durante
boa parte do percurso, a chuva fina escondeu a musa debaixo de uma lona... Quando as águas do céu davam uma trégua ela ia pra frente do trio e passava sua energia para as pessoas tanto da pipoca, quanto do bloco. Mas aí a chuva começou a desabar de vez...
Ivete começou a cantar "Faz Tempo", numa parte da avenida que é uma ladeira e que dá de frente pra praia. Foi um momento incrível. A pipoca estava cantando e muitos estavam emocionados... A água não parava de cair e a imagem do bloco que as camêras não mostraram vai ficar guardada em cada uma das pessoas que estavam lá presentes. Rogério Flausino, Sideral e Júnior repetiram a dose com a música "Do seu lado", dessa vez cantada com muito mais garra para espantar o frio, o que fez arrepiar até o cantor. Talvez a alegria e emoção do público fizeram Ivete colocar um turbante feito com uma toalha na cabeça e ir de novo pra frente do trio, se molhar...Junior e Rogério acompanharam o gesto e a música: "Sorte Grande". E como diz Ivete, a peteca não caiu... Após pequenos segundos de silêncio ela puxou e o coro ecoou: "Ah, que bom você chegou... bem vindo a Salvador, coração do Brasil..." - A chuva nem era mais sentida! Era apenas o sentido de pular e correr atrás do trio, de pular o mais alto possível e a vontade de gritar.Pra completar a musa fez suspense e começou: "Vou deixar... a vida me levar...", sucesso do Skank. São muitas as imagens na cabeça: De gente de outros estados olhando pro céu e agradecendo: "Obrigado, obrigado Meu Deus por me trazer até aqui!" - De grupo de amigos combinando de voltar, entrelaçados numa roda de pulos - De amigas chorando abraçadas... De turmas comemorando, de gente chamando-a de "rainha", do povo pedindo mais e mais e mais, e o trio deixando o local ao som de: "Vai compreender que o baiano é, um povo a mais de mil..."

Depois deste momento, o riso tomou conta...A Banda do Bem dava espetaculo a cada acorde, as pessoas na rua que esperavam o trio passar debaixo de chuva, se embalavam na homenagem que Ivete começou a fazer relembrando grandes sucessos da axé music nos blocos afros: "Faraó", "Baianidade Nagô", "Chame Gente", "Deboche", "Nega do cabelo duro", "Alegria", "Canto da cidade"e tantos e tantos sucessos... Homenagem ao Gandy que passava "Olha o Gandy aí...Olha o Gandy aí..."
O primeiro sucesso dela foi relembrado: "Quer ir embora vai... Adeus Bye, bye... eu vou seguir o Ilê, esquecer de você, pois já não te quero mais..."
A chuva pesava a roupa e deixava leve a alma... Muitas pessoas quando viam que o fim estava proxímo se desesperavam..."Já acabou?! Não!!!" Estava lindo demais pra terminar assim... A cada agradecimento de Ivete, parecia uma pontada no coração,... Agora só em 2006... E o trio ia vindo, saindo da avenida... E Ivete terminou cantando "Coração", a música que ela escolheu pra torcer... Que todos entoavam o refrão da saudade... "Coração..." Tá gravado no coração, pode deixar Ivete...até 2006!!! Agora sim o ano começou...Valeu coruja...

(Relatório retirado do blog da Ivete - FEV/05)

Escrito por Ci às 11h49
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07/02/2006


A DESPEDIDA DO AMOR

Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

Escrito por Ci às 14h43
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06/02/2006


"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa.
(...)
Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escadalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe."

Clarice Lispector, in "Felicidade Clandestina"

 

Escrito por Ci às 12h17
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